Ações

Todos 4 Bancos 2 Seguros 1 Shoppings 1
Ticker ↓ Setor ↕
Cotação (52s)
preço ajustado
DY Est. ↕ Margem Bazin ↕ Earnings Yield (média) ↕ Preço vs Média ↕ Preço Histórico ↕
Bancos R$ 16,16
9,78
16,36
+65,2% -1,2%
6.71%
DPA R$ 1,08
+11,8%
R$ 18,07
7.96%
P/L 12,6 · 10 anos
Últ. ano: 9.1%
bem acima do usual
perto da máxima de 5 anos
📅 03/11
Seguros R$ 40,20
28,18
42,35
+42,7% -5,1%
9.26%
DPA R$ 3,72
+54,3%
R$ 62,03
9.31%
P/L 10,7 · 10 anos
Últ. ano: 11.6%
acima do usual
perto da máxima de 5 anos
📅 04/11
Bancos R$ 19,48
13,39
19,36
+45,5% 0,6%
7.09%
DPA R$ 1,38
+18,1%
R$ 23,01
11.89%
P/L 8,4 · 10 anos
Últ. ano: 10.9%
bem acima do usual
perto da máxima de 5 anos
Shoppings R$ 34,20
21,16
33,06
+61,6% 3,4%
10.18%
DPA R$ 3,48
+69,7%
R$ 58,04
3.95%
P/L 25,3 · 10 anos
Últ. ano: 4.8%
acima do usual
perto da máxima de 5 anos

4 ativos  ·  Margem Bazin = (preço Bazin − cotação) / cotação, com preço Bazin = DPA estimado ÷ 6%

Como ler “Margem Bazin”, “Preço vs Média”, “Preço Histórico” e “Earnings Yield”
Margem Bazin

Décio Bazin propôs uma régua simples para ações pagadoras de dividendo: o preço em que o dividendo renderia 6% ao ano. Aqui ele é o DPA estimado dividido por 6% — é o valor em R$ embaixo do percentual. A margem é a distância entre esse preço e a cotação: +20% quer dizer que a cotação teria de subir 20% para o dividendo estimado passar a render exatamente 6%; −20%, que ele já rende menos que isso.

O que ela não diz: é uma conta de rendimento, não um preço justo. Não olha crescimento, endividamento nem se o dividendo se sustenta — um DPA inflado por um ano excepcional produz uma margem alta que não vai se repetir.

Preço Histórico
preço ajustado

Onde a cotação de hoje fica dentro da faixa de preços dos últimos 5 anos: contamos em quantos pregões o preço esteve igual ou abaixo do atual. O marcador à esquerda é perto da mínima do período, à direita, perto da máxima. O “Preço vs Média” mede distância da média recente; esta coluna mede nível de preço.

O que ela não diz: nível de preço em 5 anos não desconta o que mudou na empresa nem na inflação. E, na base ajustada por proventos, os preços antigos ficam rebaixados na taxa do dividendo — então quem paga muito dividendo tende a aparecer mais perto do topo da faixa do que apareceria no preço sem ajuste.

Preço vs Média
preço ajustado

Toda ação oscila em torno da própria média de preço dos últimos 200 pregões. Às vezes negocia acima dela, às vezes abaixo. Esta coluna responde a uma pergunta só: hoje ela está mais alta ou mais baixa, em relação à própria média, do que costuma estar?

Contamos, entre todos os dias dos últimos 5 anos, em quantos deles o preço esteve mais baixo em relação à média do que está agora. Usamos o preço ajustado por proventos: na série sem ajuste o preço cai no dia em que a ação fica ex-dividendo, e essa queda mecânica faria a coluna anunciar uma pechincha logo depois de cada pagamento, sem que nada tenha mudado para quem compra hoje. Se foram 90% dos dias, ela está bem acima do usual; se foram 5%, bem abaixo do usual. O marcador na barrinha mostra essa posição — à esquerda é abaixo do usual, à direita é acima. Repare que o que ordena é o lado, não o tamanho: um dia 10% abaixo da média conta como mais baixo que um dia 2% acima, embora esteja bem mais distante dela.

Por que não olhar só o percentual: uma ação pode estar 2% acima da média e isso ser pouco para ela, porque costuma ficar 10% acima. Outra pode estar 2% acima e isso ser muito. A coluna calibra cada ativo pela própria história — é por isso que dois ativos com a mesma diferença aparecem em faixas diferentes.

Earnings Yield (média)

Quanto a empresa lucra, tipicamente, por real investido hoje. É a média do lucro dos últimos exercícios dividida pelo valor de mercado atual. Se a média de lucro é R$ 1 bilhão por ano e a empresa vale R$ 10 bilhões na bolsa, o earnings yield é 10%. O DY ao lado mostra quanto desse lucro chega até você como dividendo.

Por que média e não o último ano: é a ideia de Graham, e depois do índice CAPE de Shiller — lucro de um ano só carrega o momento do ciclo. Mineradora no pico do minério parece barata pelo lucro do ano; no fundo do ciclo, cara. Cada exercício entra corrigido pelo IPCA realizado, senão os anos antigos pesariam menos só por estarem em reais mais velhos — e ano de prejuízo entra também, com o sinal que tem, porque empresa que perde dinheiro na baixa é de fato menos lucrativa através do ciclo. Embaixo vão o P/L equivalente, quantos exercícios entraram, e o earnings yield só do último ano — quando esse número está bem acima da média, é sinal de ano excepcional, não de tendência.

O que ele não diz: olha para trás por construção, então empresa que mudou de tamanho (fusão, abertura de capital recente) ou que está deteriorando aparece com o lucro do que ela era. E lucro contábil não é dinheiro no seu bolso nem caixa livre da empresa — parte fica retida, e parte da retenção é capex necessário só para manter o lucro de pé. Menos de três exercícios disponíveis aparece como “—”, e o período embaixo do número mostra desde quando a empresa tem balanço na base.